Ficha de leitura nr: 5.
Unidade de ensino: Humanidade.
Conteúdo/Assunto: Razão do bocejo.
Resumo: Nova hipótese defende que o bocejo ocorre para resfriar o cérebro e que o número de bocejos depende da temperatura do ambiente: é maior quando faz mais calor.
Unidade de ensino: Humanidade.
Conteúdo/Assunto: Razão do bocejo.
Por que bocejamos?
Cercado de mistérios e com diversas hipóteses explicativas, o bocejo é um ato corriqueiro: os seres humanos bocejam cerca de 240 mil vezes ao longo da vida.
O tema deste mês pode parecer sem importância e corriqueiro. Corriqueiro, sim – afinal, bocejamos cerca de 240 mil vezes ao longo da vida. Mas, sem importância, não: o assunto é cercado de mistérios e tem várias hipóteses explicativas. Agora, surgiu mais uma: boceja-se para baixar a temperatura do cérebro – o que é, sem dúvida, boa desculpa para quando o fenômeno ocorre em um momento inconveniente.
Liderada por Andrew Gallup, da Universidade do Estado de Nova York, em Oneonta (EUA), a equipe de pesquisadores austríacos e norte-americanos partiu para testar resultado anterior: o número de bocejos depende da temperatura do ambiente. Naquele estudo – feito em uma zona quente e árida dos EUA –, notou-se que o nível de ‘contágio’ aumenta com o aumento da temperatura externa, mas começa a decair à medida que a temperatura externa se aproxima da corporal (cerca de 37ºC).
Mas faltava ver o que acontecia a temperaturas muito baixas, próximas de zero celsius. No experimento – agora feito em Viena –, os pesquisadores mostraram 18 imagens de gente bocejando para 120 transeuntes, escolhidos ao acaso, no inverno (cerca de 1,5ºC) e no verão (cerca de 20ºC).
Ao final, os resultados mostraram o que já se esperava: o bocejo contagiante foi “significativamente mais baixo no inverno do que no verão” (18,3% versus 41,7%). Os resultados comparando os dois estudos estão publicados em Physiology & Behavior(10/05/14).
Analisados todos os outros possíveis fatores que poderiam influenciar no experimento, os pesquisadores afirmam que apenas um fator consegue explicar os resultados: a temperatura
Resumindo: o número de bocejos obedece a uma janela de temperatura. Portanto: i) quando está muito frio, são poucos bocejos, pois não há necessidade de refrigerar o cérebro ou corre-se o risco de esfriá-lo muito, o que pode ser perigoso; ii) à medida que a temperatura do ambiente vai subindo, o número de bocejos vai aumentando, pois agora é preciso refrigerar o cérebro; iii) quando a temperatura externa começa a se aproximar daquela do corpo (37ºC) ou a ultrapassa, o número de bocejos cai bruscamente, pois “respirar um ar que está mais quente que a temperatura do corpo pode ser contraproducente. De forma condizente com essa afirmação, vemos que a frequência de bocejos diminui nessas temperaturas”, explicou Gallup para a CH.
Analisados todos os outros possíveis fatores que poderiam influenciar no experimento (sexo, idade, temperatura, humidade, horário, horas de sono etc.), os pesquisadores afirmam que apenas um fator consegue explicar os resultados: a temperatura.
A partir disso, os autores lançaram a seguinte hipótese: “O mecanismo subjacente para os bocejos em humanos, tanto o espontâneo quanto o contagiante, parece estar envolvido com a termorregulação cerebral”, escrevem eles na sinopse do artigo.
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/315/por-que-bocejamos/?searchterm=Por%20que%20bocejamos?
Sónia Santos, nº22 12ºC
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