terça-feira, 17 de março de 2015

Pode haver cura para a miopia!

Ficha de Leitura nº 5    
                                                            
Unidade de Ensino: Imunidade e controlo de doenças
Conteúdo/assunto: Técnica para curar a miopia
Resumo: 

   Curar a miopia com técnicas de ver as estrelas


Para tentar compreender e curar a miopia, um grupo de investigadores de optometria fez um aliado inesperado: os astrofísicos.
Na Universidade de Valência, em Espanha, um grupo de investigadores de optometria juntou-se a um núcleo de astrofísica para estudar o olho e a doença ocular mais comum do mundo, a miopia, adaptando os instrumentos e técnicas que se usam para analisar explosões de raios gama em distantes estrelas de neutrões.
Embora 30 por cento dos europeus sofram de miopia e apesar dos avanços na ciência da optometria, ainda não existe um tratamento para a miopia que previna a sua progressão. Um grupo de investigação da Universidade de Valência está à procura de uma solução, utilizando a ótica adaptativa, aquela que permite observar as estrelas através das lentes de um telescópio.
A ótica adaptativa, conforme explicaram ao El País os cientistas responsáveis pela investigação, permite aos astrónomos e astrofísicos separar ossinais "bons" e "maus" recebidos pelos telescópios: "bons" são aqueles que permitem ver com clareza as estrelas distantes", e "maus" são aqueles que são causados por perturbações atmosféricas e que distorcem a imagem. Os cientistas querem aplicar esta separação de sinais ao olho, e perceber quais os "bons", que permitem ver com nitidez, e os "maus", que dizem ao cérebro para incrementar a longitude axial da retina.
"Se detetarmos os sinais prejudiciais, podemos propor desenhos de óculos e lentes de contacto que impeçam a progressão da miopia", diz um dos responsáveis pela investigação, Robert Montés, ao El País. A equipa quer depois aplicar esses protótipos a crianças, visto que a miopia se desenvolve, em muitos casos, na idade em que se começa a escola e se aumenta a atividade em visão próxima.
A equipa começa este ano a fazer testes em humanos, e além da ótica adaptativa vão usar também outras técnicas que até agora só eram aplicadas no estudo das estrelas. Com uma técnica computacional usada para investigar as erupções de raios gama em estrelas densas e distantes, os investigadores querem estudar os sinais que chegam à retina.



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