Ficha de Leitura nº 5
Unidade de Ensino: Imunidade e controlo de doenças
Conteúdo/assunto: Técnica para curar a miopia
Resumo:
Curar
a miopia com técnicas de ver as estrelas
Para tentar compreender e curar a miopia,
um grupo de investigadores de optometria fez um aliado inesperado: os
astrofísicos.
Na Universidade de Valência, em Espanha, um
grupo de investigadores de optometria juntou-se a um núcleo de astrofísica para
estudar o olho e a doença ocular mais comum do mundo, a miopia, adaptando os
instrumentos e técnicas que se usam para analisar explosões de raios gama em
distantes estrelas de neutrões.
Embora 30 por cento dos europeus sofram de miopia e
apesar dos avanços na ciência da optometria, ainda não existe um tratamento
para a miopia que previna a sua progressão. Um grupo de investigação da Universidade de Valência
está à procura de uma solução, utilizando a ótica adaptativa, aquela que
permite observar as estrelas através das lentes de um telescópio.
A ótica
adaptativa, conforme explicaram ao El País os cientistas responsáveis pela investigação,
permite aos astrónomos e astrofísicos separar
ossinais "bons" e "maus" recebidos pelos telescópios:
"bons" são aqueles que permitem ver com clareza as estrelas
distantes", e "maus" são aqueles que são causados por
perturbações atmosféricas e que distorcem a imagem. Os cientistas querem
aplicar esta separação de sinais ao olho, e perceber quais os "bons",
que permitem ver com nitidez, e os "maus", que dizem ao cérebro para
incrementar a longitude axial da retina.
"Se detetarmos os sinais prejudiciais,
podemos propor desenhos de óculos e lentes de contacto que impeçam a progressão
da miopia", diz
um dos responsáveis pela investigação, Robert Montés, ao El País. A equipa quer depois
aplicar esses protótipos a crianças, visto que a miopia se desenvolve, em
muitos casos, na idade em que se começa a escola e se aumenta a atividade em
visão próxima.
A equipa começa este ano a fazer testes em
humanos, e além da ótica adaptativa vão usar também outras técnicas que até
agora só eram aplicadas no estudo das estrelas. Com uma técnica computacional
usada para investigar as erupções de raios gama em estrelas densas e distantes,
os investigadores querem estudar os sinais que chegam à retina.

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