Aves usam mesmos genes para cantar que humanos usam para falar
Ficha de Leitura nº 4
Unidade de Ensino: Património
Genético
Conteúdo/assunto: Cientistas
descobriram que a habilidade das aves de cantar e imitar sons baseia-se nos
mesmos circuitos cerebrais que vemos nos humanos, embora tenham desenvolvido
estas habilidades por caminhos evolutivos diferentes.
Aves usam mesmos genes para cantar
que humanos usam para falar
Conclusão é do maior
mapeamento já feito da árvore genealógica das aves.
Foram decodificados os
genomas completos de 48 espécies de aves.

Foto de 21
de junho de 2014 mostra flamingos no zoológico de Praga; estudo mostra que
flamingos estão geneticamente mais próximos de pombos do que de pelicanos.
As aves usam essencialmente os mesmos genes para cantar que nós,
humanos, usamos para falar. E os flamingos são mais próximos dos pombos do que
dos pelicanos. Estas são algumas revelações surpreendentes que emergiram do
maior e mais sofisticado mapeamento já feito sobre a árvore genealógica das
aves.
Para realizar o mapeamento, publicado em mais de duas dúzias de
artigos separados, oito deles na edição de 12 de dezembro de 2014 da revista
científica americana "Science", cientistas de 20 países passaram
quatro anos debruçados no projeto de decodificar os genomas completos de 48
espécies de aves, incluindo corujas, beija-flores, pinguins e pica-paus.
Eles também compararam as aves a três diferentes espécies de
crocodilos - que são os répteis mais próximos das aves - e descobriram níveis
amplamente diferentes de evolução.
As aves foram muito mais rápidas em desenvolver novos traços,
enquanto os crocodilos - que compartilharam um ancestral comum com as aves e os
dinossauros, há 240 milhões de anos - quase não mudaram.
As aves são "a única linhagem de dinossauros que sobreviveu à
extinção em massa do final da chamada era dos dinossauros", há cerca de 65
milhões de anos, disse o co-autor do estudo, Ed Braun, professor associado da
Universidade da Flórida.
"Seu parente vivo mais próximo é na verdade crocodiliano,
então você volta a ter estes organismos muito diferentes voltando no tempo
regularmente", acrescentou.
Acredita-se que alguns poucos novos tipos de aves tenham
sobrevivido ao evento catastrófico que varreu os dinossauros da face da Terra e
a partir de então, eles evoluíram rapidamente para o arranjo de cerca de 10 mil
espécies que nós vemos hoje.
De acordo com a pesquisa, as aves perderam seus dentes cerca de
116 milhões de anos atrás. O desejo de acasalar e ser notado pelo sexo oposto
levou a uma rápida evolução de 15 genes de pigmentação, associados à plumagem e
às penas, acrescentou o estudo.
A habilidade das aves de cantar e imitar sons se baseia nos mesmos
circuitos cerebrais que vemos nos humanos, embora tenham desenvolvido estas
habilidades por caminhos evolutivos diferentes.
Enquanto isso, galinhas e avestruzes estão entre as aves cuja
aparência mais lembra à de seus ancestrais.
O co-autor do estudo, Erich Jarvis, professor associado de
neurobiologia da Escola de Medicina da Universidade de Duke, descreveu como
"uma grande surpresa que na verdade é a galinha que parece ter preservado
a maior organização cromossômica dos ancestrais, em comparação com outras
espécies".
'Mas isto não significa que outras partes dos aspetos deste genoma
não sejam tão antigas quanto. O avestruz poderia, inclusive, ser mais
velho", pois parece que seu genoma está evoluindo mais lentamente que o
das galinhas.
Flamingos e pombos
Os cientistas também se disseram surpresos ao
descobrir que os flamingos, conhecidos pelas pernas longas, pelos bicos
elegantes e a plumagem característica rosada, sejam intimamente ligados aos
pombos, pombas e pequenas aves aquáticas conhecidas como mergulhões.
"O que nós descobrimos foi um casal realmente estranho de
aves: onde nós temos pombos e seus afins, eles se juntam com flamingos e mergulhões",
disse Braun.
"Flamingos e mergulhões são bastante diferentes em aparência,
embora ambos sejam aves aquáticas, que você pode ficar surpreso em vê-los
juntos, mas relacioná-los com pombos é especialmente inesperado",
prosseguiu.
Para chegar a estas conclusões, os cientistas usaram uma variedade
de técnicas que ajudaram a reunir e analisar mais de 14.000 genes e construir
uma árvore genealógica vinculando diferentes espécies de aves.
Fonte: sobiologia.com, Dezembro 2014
Aves usam mesmos genes para cantar que humanos usam para falar
Ficha de Leitura nº 4
Unidade de Ensino: Património
Genético
Conteúdo/assunto: Cientistas
descobriram que a habilidade das aves de cantar e imitar sons baseia-se nos
mesmos circuitos cerebrais que vemos nos humanos, embora tenham desenvolvido
estas habilidades por caminhos evolutivos diferentes.
Aves usam mesmos genes para cantar
que humanos usam para falar
Conclusão é do maior mapeamento já feito da árvore genealógica das aves.
Foram decodificados os genomas completos de 48 espécies de aves.

Foto de 21
de junho de 2014 mostra flamingos no zoológico de Praga; estudo mostra que
flamingos estão geneticamente mais próximos de pombos do que de pelicanos.
As aves usam essencialmente os mesmos genes para cantar que nós,
humanos, usamos para falar. E os flamingos são mais próximos dos pombos do que
dos pelicanos. Estas são algumas revelações surpreendentes que emergiram do
maior e mais sofisticado mapeamento já feito sobre a árvore genealógica das
aves.
Para realizar o mapeamento, publicado em mais de duas dúzias de
artigos separados, oito deles na edição de 12 de dezembro de 2014 da revista
científica americana "Science", cientistas de 20 países passaram
quatro anos debruçados no projeto de decodificar os genomas completos de 48
espécies de aves, incluindo corujas, beija-flores, pinguins e pica-paus.
Eles também compararam as aves a três diferentes espécies de
crocodilos - que são os répteis mais próximos das aves - e descobriram níveis
amplamente diferentes de evolução.
As aves foram muito mais rápidas em desenvolver novos traços,
enquanto os crocodilos - que compartilharam um ancestral comum com as aves e os
dinossauros, há 240 milhões de anos - quase não mudaram.
As aves são "a única linhagem de dinossauros que sobreviveu à
extinção em massa do final da chamada era dos dinossauros", há cerca de 65
milhões de anos, disse o co-autor do estudo, Ed Braun, professor associado da
Universidade da Flórida.
"Seu parente vivo mais próximo é na verdade crocodiliano,
então você volta a ter estes organismos muito diferentes voltando no tempo
regularmente", acrescentou.
Acredita-se que alguns poucos novos tipos de aves tenham
sobrevivido ao evento catastrófico que varreu os dinossauros da face da Terra e
a partir de então, eles evoluíram rapidamente para o arranjo de cerca de 10 mil
espécies que nós vemos hoje.
De acordo com a pesquisa, as aves perderam seus dentes cerca de
116 milhões de anos atrás. O desejo de acasalar e ser notado pelo sexo oposto
levou a uma rápida evolução de 15 genes de pigmentação, associados à plumagem e
às penas, acrescentou o estudo.
A habilidade das aves de cantar e imitar sons se baseia nos mesmos
circuitos cerebrais que vemos nos humanos, embora tenham desenvolvido estas
habilidades por caminhos evolutivos diferentes.
Enquanto isso, galinhas e avestruzes estão entre as aves cuja
aparência mais lembra à de seus ancestrais.
O co-autor do estudo, Erich Jarvis, professor associado de
neurobiologia da Escola de Medicina da Universidade de Duke, descreveu como
"uma grande surpresa que na verdade é a galinha que parece ter preservado
a maior organização cromossômica dos ancestrais, em comparação com outras
espécies".
'Mas isto não significa que outras partes dos aspetos deste genoma
não sejam tão antigas quanto. O avestruz poderia, inclusive, ser mais
velho", pois parece que seu genoma está evoluindo mais lentamente que o
das galinhas.
Flamingos e pombos
Os cientistas também se disseram surpresos ao
descobrir que os flamingos, conhecidos pelas pernas longas, pelos bicos
elegantes e a plumagem característica rosada, sejam intimamente ligados aos
pombos, pombas e pequenas aves aquáticas conhecidas como mergulhões.
"O que nós descobrimos foi um casal realmente estranho de
aves: onde nós temos pombos e seus afins, eles se juntam com flamingos e mergulhões",
disse Braun.
"Flamingos e mergulhões são bastante diferentes em aparência,
embora ambos sejam aves aquáticas, que você pode ficar surpreso em vê-los
juntos, mas relacioná-los com pombos é especialmente inesperado",
prosseguiu.
Para chegar a estas conclusões, os cientistas usaram uma variedade
de técnicas que ajudaram a reunir e analisar mais de 14.000 genes e construir
uma árvore genealógica vinculando diferentes espécies de aves.
Fonte: sobiologia.com, Dezembro 2014
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