Ficha de Leitura: 4
Unidade: 2 – Património Genético
Assunto: Pai descobre sozinho mutação genética que afeta a sua filha.
Resumo: Insatisfeito com os diagnósticos que recebeu dos médicos sobre sua filha com
um distúrbio raro, Rienhoff, um empresário do ramo de biotecnologia, decidiu
resolver o problema com as próprias mãos.
Após quase uma década de exames
clínicos, consultas com especialistas e até testes de DNA caseiros com
equipamentos usados, ele publicou um ensaio científico na
revista americana Medical Genetics, em que descreve em
detalhes o que ele assegura ser o problema da seu filha: uma mutação num gene
essencial para o crescimento normal dos músculos.
Desde antes do nascimento de Bea, o mundo de Rienhoff já girava em torno de doenças raras. Ele
estudou genética clínica nos anos 1980, mas concentrou-se profissionalmente em
empresas biotecnológicas.
Com a chegada de sua filha, em 2003, ele notou que havia algo estranho: o
bebê dificilmente ganhava peso, tinha uma mancha no rosto e suas pernas eram
desproporcionalmente longas.Mas segundo os médicos, Bea nasceu com um distúrbio não-identificado.
Com a ajuda de
colegas, extraiu o DNA da sua filha e amplificou esse material genético para
que um laboratório pudesse analisar as cadeias do DNA.
Com o resultado em
mãos, copiou a sequência inteira em um documento de Word e comparou cada
fragmento com o que encontrou do Projeto do Genoma Humano. Conseguiu o apoio
de uma organização dirigida por um velho amigo a qual pôde, em escala maior, sequenciar
os genes da Bea e seus parentes e, assim, todo o genoma familiar.
Rienhoff
chegou a uma conclusão científica: uma
mutação num gene associado a uma síndrome de pouca massa muscular.
Ele também diz que
não publicou seus resultados em busca de satisfação pessoal, mas sim porque
ainda há investigações a fazer e porque são necessários mais casos para
entender melhor a mutação. E, além disso, para entender como será a vida de Bea
daqui para frente.
O próximo passo de
Rienhoff agora é dedicar-se a investigação da mesma mutação em camundongos de
laboratório.

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