·
Ficha de
leitura nº: 3
· Unidade de
ensino: Imunidade e controlo de doenças
· Conteúdo/Assunto: Parasita poderá
causar a morte
· Resumo: O Parasita (Naegleria fowleri) que vive na água doce, poderá entrar no corpo humano pelo nariz e causar a morte "comendo" o cérebro. Apesar de o risco de infecção
ser muito baixo, aumenta no verão, quando as águas estão mais quentes e as
pessoas fazem mais actividades nesses locais.
EUA emitem alerta após
morte de menina por ameba que "come" cérebro
O parasita
vive em água doce e pode entrar no corpo humano pelo nariz. Os casos de
infecção, entretanto, são raros
O Estado americano do Kansas emitiu um alerta
sanitário após a morte de uma menina de nove anos
contaminada por uma ameba que devora o cérebro.
Hally Yust morreu na semana passada. Ela passara os dias do feriadão de 4
de Julho (Independência dos Estados Unidos) se divertindo em lagos do Kansas.
Testes de laboratório verificaram que a menina contraiu o parasita Naegleria
fowleri, que vive em água doce. No alerta, o Departamento de Saúde e Ambiente
do Kansas afirma que o risco de infecção é muito baixo, mas aumenta no verão,
quando as águas estão mais quentes e as pessoas fazem mais atividades nesses
loacis. De 1962 a 2013, foram registrados 132 casos no Estados Unidos. Desses,
34 aconteceram nos últimos dez anos.
Hally adorava brincar na água. Ela praticava esqui aquático. Apesar do
sofrimento com a morte da menina, os pais dela disseram em entrevista a uma TV americana que
as pessoas não devem temer as atividades aquáticas. “Devia estar muito
chato no céu nas últimas semanas e, então, Deus procurou na Terra e achou a
pessoa mais interessante, dinâmica e fantástica que Ele poderia achar e disse:
'Hally, você tem de vir comigo'", afirmou a mãe da garota.
Normalmente, a ameba entra no corpo humano pelo nariz, quando a pessoa está
nadando com a cabeça submersa, e chega ao cérebro. Por isso, entre as
recomendações do órgão sanitário americano estão fechar as narinas, utilizar
pregadores nasais ou manter a cabeça acima do nível da água.
Os sintomas, que surgem cerca de cinco dias após a infecção, são dor de
cabeça, febre, náusea, vômito, torcicolo, confusão, desatenção, perda de
equilíbrio, ansiedade e alucionações. A doença não é transmitida entre humanos
e não pode ser contraída bebendo-se água. Piscinas tratadas também não têm
risco.
Outro Estado americano, a Flórida, já havia alertado no mês passado sobre
os riscos da infecção. Em 2013, Zachary Reyna, de 12 anos, morador do Estado,
morreu vítima da ameba, após entrar em lago perto de sua casa.
Também no verão do ano passado, Kali Hardig, de 12 anos, do Arkansas, foi
infectada pela Naegleria fowleri. Ela sobreviveu. Dos 132 casos registrados
desde 1962, somente Kali e mais dois pacientes tiveram essa sorte.
Hally Yust, de 9 anos, morreu infectada por ameba rara (Foto: Arquivo
pessoal)

Sem comentários:
Enviar um comentário