Unidade de ensino: Imunidade e controlo de doenças
Conteúdo/Assunto: Uma vacina que ataca os tumores de forma personalizada teve resultados promissores em três pacientes diagnosticados com melanoma.
Resumo: Três pacientes diagnosticados com melanoma foram submetidos a um tratamento com uma vacina inovadora e, equipa de especialistas americanos revelam que os pacientes voluntários apresentaram uma boa resposta imune, capaz de combater a doença.
Uma vacina que ataca os tumores de forma personalizada teve resultados promissores em três pacientes diagnosticados com melanoma, avança um estudo americano.
Três pacientes diagnosticados com melanoma, a forma mais agressiva de cancro da pele, reagiram de forma muito positiva a uma vacina personalizada que ataca os tumores (nova técnica de imunoterapia). Os resultados dos testes, realizados por uma equipa de especialistas americanos – e publicados numa edição especial da revista Science, que dedica cinco análises aos avanços da imunoterapia –, revelam que os voluntários apresentaram uma boa resposta imune, capaz de combater a doença.
Os investigadores da Universidade Washington, em Saint Louis, nos EUA, compararam o genoma dos tumores de cada paciente com a carga genética do tecido saudável no sentido de identificar as proteínas mutantes do tumor (denominadas neo antígenos). Os cientistas descobriram quais poderiam ter respostas mais fortes por parte do sistema imunológico e, a partir daí, fabricaram vacinas para cada indivíduo. No mês a seguir, os exames de sangue mostraram que o sistema imunológico dos pacientes estava a responder de forma ativa às mutações.
Com esta investigação, os cientistas conseguiram, através da nova técnica, produzir vacinas personalizadas, abordagem que pode vir a dar frutos. Por enquanto, os especialistas ressalvam que é cedo para afirmar se funciona para combater o cancro. E já estão agendados para este ano estudos com um maior número de participantes.
A imunoterapia tem por missão estimular o sistema imunológico do paciente no sentido de promover a cura. Técnica conhecida há mais de cinco décadas, foi classificada como Avanço do Ano pela Science em 2013, ano em que os resultados começaram a ter maior relevo. Os estudos realizados nos últimos tempos mostram que o tratamento é capaz de fazer com que pacientes em estágio avançado da doença tenham uma maior taxa de sobrevivência. E até há casos de doentes que ficaram livres dos tumores. O melanoma é o que melhor reage à terapia, mas esta também tem tido resultados no cancro da próstata, do pulmão, rim, bexiga, pescoço e ovários.
A edição especial da Science destaca o desenvolvimento científico da imunoterapia e analisa o que ainda tem de ser feito para que esta evolua. A publicação descreve recuperações “espantosas” e as diferentes técnicas de imunoterapia, como a dos cientistas americanos, além de que avança o que ainda há a fazer neste campo no sentido de o tratamento se tornar numa forma de combate eficaz ao cancro.
Luana Bento, nº19, 12ºC

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